André Simões, Juiz de Direito
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André Simões, Juiz de Direito
André Simões
Comentário · há 11 meses
A tendência do autor fica clara não apenas dos vários excessos constantes do texto (tomorrowland, pandora's box), mas da circunstância de ter escolhido apenas alguns trechos das manifestações dos peritos.
Por exemplo, o Prof. Diego Aranha disse, em audiência pública no Congresso, que, embora entendesse ser possível a fraude, ela seria improvável, justamente por conta da necessidade de o ataque externo depender da conexão de um computador a cada urna a ser alterada.
Além disso, a questão do código-fonte, tirada de outra citação dele, não se aplica ao Brasil, mas aos EUA. Aqui, quem faz a programação é o próprio TSE. E o código é sempre auditado por vários órgãos (PF, MPF, Partidos Políticos) e nunca viram nenhuma linha maliciosa nele.
Em relação à resposta do TSE à manifestação do Prof. Diego, acho estranho que assim tenha ocorrido, porque, depois, ele foi novamente convidado a tentar violar a urna em condições seguras.
Outra falha grave do texto do autor foi deixar de explicar por que motivo não se aceita a urna eletrônica na Alemanha. Diferente do que mencionado no texto, a questão não tem nada a ver com a competência ou a incompetência do Brasil em fazer um equipamento seguro de votação. Lá, na Alemanha, é indispensável que o eleitor possa verificar seu voto independentemente de conhecimento de informática. As urnas de segunda e de terceira geração, que permitem essa conferência pelo eleitor, não poderão ser utilizadas tão cedo no Brasil, porque nosso eleitorado acabaria sendo forçado a revelar o voto a terceiros, violando o sigilo e, talvez ainda pior, servindo para o voto de cabresto.
Por fim, é bom consignar que o autor deixou de considerar justamente os fatos: em 22 anos de utilização, não houve nenhum indício sério de fraude nas urnas. A menos que o autor, por sua nítida parcialidade, já esteja por considerar os boatos de WhatsApp, que só servem a revelar erros de operação por parte do eleitor, jamais uma violação da urna.
Mas, por sorte, existe tratamento para essa síndrome de vira-latas que afeta boa parte dos nossos "intelectuais".

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